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Renovando atitudes

 Em arquivos guardados, encontrei um desses registros cheios de significados: uma imagem que representa a força da união. Item quase esque...

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Renovando atitudes

Os processos criativos abrem espaço de valorização da história pessoal e oferecem caminhos de autoconhecimento e crescimento como ser criativo.
 Em arquivos guardados, encontrei um desses registros cheios de significados: uma imagem que representa a força da união. Item quase esquecido nas escolas atuais, o trabalho em grupo representa não somente a aprendizagem básica de conviver mas a riqueza das trocas que só acontecem quando trabalhamos juntos. Na mesma imagem, O VALOR DA ARTE NA CONSTRUÇÃO E/OU RECONSTRUÇÃO DA VIDA aparece simbolicamente no círculo de mãos cuidadosamente pintadas. Entendo por "VIDA" tudo que compõe nossa existência: risos e tristezas, sonhos e decepções, vazios e ideias, emoções, crenças, amores. Do nascimento à morte temos que interagir com o universo no qual nos inserimos, todos os seus desafios, suas belezas, sua infinidade pressionando nossas limitações. 
 Na infância não imaginava chegar ao século XXI. Havia idosos com 50 anos, mães com 16, meninos que assumiam a vida adulta aos 18. Eram tempos de vida curta e expectativas ainda mais curtas. Esse tempo voou célere nas asas das ciências. Tecnologias inovadoras prolongaram a vida, ofereceram facilidades que não passavam de sonhos. O conhecimento do comportamento humano, ofereceu às mídias tal quantidade de informações que nos tornou reféns do consumo. Ganhamos tempo de vida e perdemos qualidade.

Nossas escolhas são, em grande parte, induzidas por propagandas abertas ou sutis. Cada passo que damos é seguido e registrado por tecnologias de última geração, que fornecem preciosas informações, devidamente manipuladas por algoritmos. Informações essas que traçam um perfil social e favorecem a criação de estratégias de controle cada vez mais sofisticadas. Temos alguma chance de escapar desse controle? A resposta é muito mais complexa do que parece. Dela dependem a liberdade das próximas gerações e suas chances de viverem minimamente felizes, seja qual for nossa ideia de felicidade. 
Quando vejo discussões sobre educação, que virou tema de "conhecimento" geral nas redes sociais, a preocupação mais insistente é - COMO EVITAR QUE AS NOVAS GERAÇÕES TORNEM-SE ALVOS DO PODER, nem tão oculto assim? As críticas são de toda ordem, desde culpar este ou aquele governo, até comentários  que desconhecem o que realmente significa EDUCAR. 
Do latim, "educare" - educar, instruir” e também “criar”. Palavra composta por "EX", fora, e "DUCERE", guiar, conduzir, liderar. Envolve a ideia  de que introduzir alguém ao mundo por meio da instrução era como “levar uma pessoa para fora de si mesma, mostrar o que mais existe dentro e além dela. 

O conceito latino é de uma beleza fantástica. Esta seria a meta de toda a educação de qualidade e para isto precisamos de muito mais do que planos mirabolantes. Precisamos de professores preparados, espaços físicos adequados, inclusão social em todas as suas variáveis (desde satisfações básicas - alimentação, moradia, saneamento, assistência social, etc) até vontade política para formar cidadãos conscientes. Enganam-se os que pensam que educação não tem a ver com política. É a politica que formula a Constituição de qualquer país, e é na Constituição que se define que tipo de cidadão queremos formar e esta definição segue princípios do regime político de cada nação ou país. (Em tempo - já somos uma nação?)
Com absoluta certeza, a educação formal e/ou familiar no Brasil, tem falhas históricas que só podem ser corrigidas ao longo de muito tempo. Destruir o pouco que conquistamos, ao longo de muitos anos de acertos e erros, não é o caminho para construirmos uma nação livre e cuidadosa. Faço um pedido a todos os que compõem o atual governo: repensem com muito cuidado as medidas restritivas que estão tomando e considerem que recuperar o que vamos perder tomara o tempo de, pelo menos, 3 gerações. NÃO É DESTRUINDO O QUE EXISTE QUE VAMOS CHEGAR A BONS RESULTADOS. Com todas as falhas, a educação brasileira tem formado gente da mais alta competência. Não é possível desconsiderar os fatores positivos, em troca de oferecer literalmente NADA.  

sábado, 29 de dezembro de 2018

NESSAS FÉRIAS, RISQUE E RABISQUE... E DIVIRTA-SE!
         Preparando oficina de garatujas, reuni algumas considerações sobre este hábito que muitas pessoas mantém, mesmo sem perceber, e poucas vezes percebem o quanto este hábito ajuda de várias formas no seu desempenho. Em janeiro espero você aqui no Artificis para aproveitar o verão com liberdade de expressão. Confere datas e valores no final da postagem.
         Entre ideias minhas e pesquisas de especialistas, elaborei esta postagem que, espero, possa iluminar este caminho, aparentemente confuso, mas muito interessante. Boa leitura.

Rabiscando - Jane M. Godoy B.

Garatujas ou rabiscos
        Todos nós somos capazes de desenhar. Desde a infância, seja no papel, na areia ou na parede de casa, fazemos nossos rabiscos espontâneos. Eles nos ajudam a compreender o mundo ao nosso redor impulsionando nosso desenvolvimento, além de representarem um meio de expressão pela brincadeira livre e criativa. As pressões, a que os padrões socioeducativos nos submetem, criam o ambiente especial para que abandonemos esta ferramenta essencial colocada no cantinho dos estorvos da aprendizagem. Precisamos aprender linguagem, matemática, ciências, geografia, história; e o desenho, associado às artes e à estética, é sistematicamente deixado para os “talentosos”. Na verdade, quando aprendemos a escrever uma letra estamos desenhando. Precisamos do desenho para desenvolvermos estratégias. Quem nunca rabiscou enquanto conversa ao telefone? Quem nunca traçou linhas num papel qualquer, ou na areia da praia, enquanto pensa em qualquer coisa ou em coisa nenhuma?
       Fomos condicionados a acreditar que “desenhamos mal” porque não nos enquadramos nos cânones acadêmicos de proporção, fidelidade ao real, composição estética, ou equilíbrio de cores. Assim, a maioria das pessoas abandona a ideia de desenhar. Mas o desenho é muito mais do que uma ferramenta de arte, é um meio de resolver problemas, visualizar ideias, analisar, criticar, melhorar e criar ideias novas (*). A linguagem visual e a linguagem verbal têm, cada qual, sua própria forma de expressão, mas podem ser complementares. Ninguém deixa de escrever porque tem letra feia, mas deixa de desenhar se seus desenhos não correspondem aos ideais imaginados. Num mundo predominantemente visual, como o que vivemos neste século XXI, estamos aprendendo a interpretar imagens de forma superficial. Somos incapazes de interpretar, de forma crítica, a sobrecarga de imagens que nos chega através das mídias e das mensagens virtuais; o que está realmente sendo transmitido ou que ideias subliminares acompanham estas imagens, ou ainda, que estereótipos nos impõem ou quais estratégias estão usando para manipular-nos? Estas questões nos levam a repensar a importância da alfabetização visual entendida como habilidade de produzir e ler imagens. (*)
          Uma etapa essencial para desenvolver estas habilidades é a garatuja, ou o rabisco, aquele mesmo que qualquer criança é capaz de fazer. Sobre este tema, encontrei uma excelente e provocadora entrevista de Lee Cowan com Sunni Brown e Morley Safer.

Rabiscos ou garatujas

O empregado que rabisca em reuniões do escritório está desatento à mesa ou as suas responsabilidades? Ou ele (ou ela) está realmente exercendo algo que poderia ser chamado de garatuja diligente? É a questão desta manhã para o nosso Lee Cowan:
Quantos de nós , quando deixamos nossas mentes à deriva, descobrimos que nossos lápis derivam junto com ela? Para o rabiscador, a tela pode ser qualquer coisa - um guardanapo, uma margem, um envelope descartado. No entanto, por sua presença marcante, o rabisco parece ser o equivalente artístico de Rodney Dangerfield (cômico)- só que não recebe respeito nenhum. Mesmo o Dicionário de Inglês Oxford reduz a garatuja (ou rabisco) a “um desenho feito displicentemente”. O menino que rabisca chateado diz: “Sunni Brown, eu não gosto da definição; eu não estou satisfeito com a definição”, o que está correto! O que há de errado com ela? (Cowan perguntou). "É totalmente imprecisa", disse Brown. "Não é uma representação exata do que está acontecendo quando rabisco.” Brown está convencida de que rabiscar não é uma atividade sem sentido, mas ao contrário, envolve a mente de uma forma que nos ajuda a pensar. Tanto assim que escreveu um manifesto chamado de "A Revolução do Rabisco”, que expõe o seu caso. "Eu quero virar toda a conversa e, realmente, reconhecer isso como uma ferramenta valiosa, como uma técnica valiosa.” _ O que, então, podemos fazer com isso?“. Para ela, desenhar o que ela chama de "garatujas" pode ajudar na resolução de problemas e na retenção da memória, através da criação de uma linguagem visual que, ela insiste, é mais poderosa do que a maioria das pessoas sabe.
"Eu já vi pessoas que abordam sérios desafios, e que, inevitavelmente, vão direto para o quadro branco ou direto para a parede e começam a mapeá-lo para ter uma conversa mais efetiva." E então você tem essa explicação visual para ajudar as pessoas a entender o que realmente está acontecendo.
Sua consultoria, com sede em Austin, SB Ink, agora oferece oficinas de garatujas. Seus clientes são grandes varejistas e empresas de mídia, que estão começando a adotar a atividade.
Mas ainda tem quem duvide dos rabiscadores. "Há céticos em todos os lugares; eu os encontro o tempo todo, e os amo, disse Brown. "Eles dizem todas as coisas habituais: “Oh, é uma perda de tempo, é coçar sem sentido. "Eles dizem que tudo o que você esperaria que dissessem quando não entenderam você ou quando subestimam alguma coisa."
Andrew Silton parou de subestimar o poder do rabisco depois ele percebeu que tinha feito parte de sua vida profissional. "Para mim, foi definitivamente algo mais", disse Stilton. "Na verdade, eu acho que foi muito importante."
Durante uma carreira que durou três décadas na gestão de ativos, Stilton acumulou grande quantidade de rabiscos, desenhados enquanto ele estava na verdade liderando importantes reuniões financeiras de todo o mundo . Quanto mais longas as reuniões, mais detalhados eram os rabiscos. "O que você acha que aconteceu? Você estava apenas entediado nas reuniões? "Perguntou Cowan . "Não. Eu penso que é realmente uma forma de me manter engajado nas reuniões", respondeu ele. "Eu suspeito que o que isto faz é manter-me livre de pensar em outras coisas."
Essa noção de que rabiscar pode abrir a porta para uma melhor concentração - vem recebendo a atenção de pesquisadores. Em um estudo publicado em 2009 na revista Applied Cognitive Psychology, o pesquisador Jackie Andrade falou com voz tediosa para um grupo de voluntários. Alguns foram convidados a rabiscar, enquanto outros simplesmente ouviram a mensagem. Acontece que os rabiscadores lembraram 29 por cento mais detalhes do que o grupo que não rabiscou. "Rabiscos foram grosseiramente estudados", disse o professor Jesse Prinz . "É uma das atividades mais negligenciadas do dia- a-dia."
Prinz ensina filosofia da mente, da Universidade da Cidade de Nova Iorque. Seu cabelo azul é como uma marca de sua obsessão com mentes que rabiscam. Ele desenha milhares deles, ao mesmo tempo em que deveria estar prestando atenção em outra coisa.
"Cada imagem que você vê aqui foi tirada durante uma palestra acadêmica", disse Prinz
Ele está tão convencido de que rabiscar o ajudou a lembrar-se melhor daquelas palestras que ele, na verdade, encoraja o mesmo em sua própria sala de aula.
"Então você quer que as crianças a rabisquem enquanto você está lecionando?" Perguntou Cowan . -"Com certeza!" disse Prinz. "Acho que devemos treinar as pessoas a rabiscar." A razão é simples: para sua mente, rabiscar não é apenas uma distração do tédio - pode realmente nos impedir de sonhar acordado e zonear a mente para fora completamente. "Pense no desenho sem sentido como uma maneira de eliminar todas essas coisas que o distraem, todos os assuntos sobre os quais que você remói, e joga-los para longe, abrindo este espaço onde a informação pode entrar”, disse Prinz . "Rabiscar é o ponto ideal de atenção."

De uma perspectiva um pouco mais próxima, Cowan virou-se para o artista local, Morley Safer de "60 Minutes". Ele diz que faz entre cinco e 10 garatujas diárias. Sua mesa é coberta com elas, do obscuro para o familiar. "Agora isto é puramente abstrato. Não me pergunte o que isto quer dizer! "Safer riu. "É uma espécie de desenho feito pela mente inconsciente, de certa maneira, é onde a mão assume."
"Será que servem a algum tipo de propósito para você ?" Perguntou Cowan . "É muito gratificante, obviamente", disse Safer. "Quero dizer, se fosse doloroso, eu não estaria fazendo isso." "Então o que você acha que faz alguém rabiscar e alguém simplesmente não rabiscar?" Perguntou Cowan .
"Eu acho que as pessoas maçantes NÃO Rabiscam! "Safer riu.  Houve um tempo, parece-me, quando rabiscos eram a prova em preto e branco a que o artista, geralmente envergonhado, realmente não estava prestando atenção. E enquanto todo mundo concorda que merece mais estudo, ele só pode sentir que rabiscar é uma janela para a clareza. "Talvez garatujas nos definam, certo?" disse Safer . "Isso nos diz quem somos ou quem não somos.”

Para mais informações:" A Revolução Doodle " por sunitas Brown
SB Ink , Austin, Texas Jesse Prinz , da Universidade da Cidade de Nova Iorque
" Doodles Presidenciais: dois séculos de rabiscos , riscos, rabiscos e garranchos do Salão Oval " pela revista Cabinet ( Basic Books )
© 2014 CBS Interactive Inc. Todos os direitos reservados .

OFICINAS DE GARATUJA NO ARTIFICIS. 

JANEIRO - Serão duas oficinas distintas, uma dia 09 outra dia 16,  quarta-feira, das 14:30h às 17:30h, com intervalo de 15 min para lanche.
VALOR - R$150,00/pessoa, para grupo de até 3 pessoas. Para grupo de 4 a 6 (máximo de vagas) R$130, (valores com material e lanche incluídos). 

Garatujas servem para que?

NESSAS FÉRIAS, RISQUE E RABISQUE... E DIVIRTA-SE!
         Preparando oficina de garatujas, reuni algumas considerações sobre este hábito que muitas pessoas mantém, mesmo sem perceber, e poucas vezes percebem o quanto este hábito ajuda de várias formas no seu desempenho. Em janeiro espero você aqui no Artificis para aproveitar o verão com liberdade de expressão. Confere datas e valores no final da postagem.
         Entre ideias minhas e pesquisas de especialistas, elaborei esta postagem que, espero, possa iluminar este caminho, aparentemente confuso, mas muito interessante. Boa leitura.

Rabiscando - Jane M. Godoy B.

Garatujas ou rabiscos
        Todos nós somos capazes de desenhar. Desde a infância, seja no papel, na areia ou na parede de casa, fazemos nossos rabiscos espontâneos. Eles nos ajudam a compreender o mundo ao nosso redor impulsionando nosso desenvolvimento, além de representarem um meio de expressão pela brincadeira livre e criativa. As pressões, a que os padrões socioeducativos nos submetem, criam o ambiente especial para que abandonemos esta ferramenta essencial colocada no cantinho dos estorvos da aprendizagem. Precisamos aprender linguagem, matemática, ciências, geografia, história; e o desenho, associado às artes e à estética, é sistematicamente deixado para os “talentosos”. Na verdade, quando aprendemos a escrever uma letra estamos desenhando. Precisamos do desenho para desenvolvermos estratégias. Quem nunca rabiscou enquanto conversa ao telefone? Quem nunca traçou linhas num papel qualquer, ou na areia da praia, enquanto pensa em qualquer coisa ou em coisa nenhuma?
       Fomos condicionados a acreditar que “desenhamos mal” porque não nos enquadramos nos cânones acadêmicos de proporção, fidelidade ao real, composição estética, ou equilíbrio de cores. Assim, a maioria das pessoas abandona a ideia de desenhar. Mas o desenho é muito mais do que uma ferramenta de arte, é um meio de resolver problemas, visualizar ideias, analisar, criticar, melhorar e criar ideias novas (*). A linguagem visual e a linguagem verbal têm, cada qual, sua própria forma de expressão, mas podem ser complementares. Ninguém deixa de escrever porque tem letra feia, mas deixa de desenhar se seus desenhos não correspondem aos ideais imaginados. Num mundo predominantemente visual, como o que vivemos neste século XXI, estamos aprendendo a interpretar imagens de forma superficial. Somos incapazes de interpretar, de forma crítica, a sobrecarga de imagens que nos chega através das mídias e das mensagens virtuais; o que está realmente sendo transmitido ou que ideias subliminares acompanham estas imagens, ou ainda, que estereótipos nos impõem ou quais estratégias estão usando para manipular-nos? Estas questões nos levam a repensar a importância da alfabetização visual entendida como habilidade de produzir e ler imagens. (*)
          Uma etapa essencial para desenvolver estas habilidades é a garatuja, ou o rabisco, aquele mesmo que qualquer criança é capaz de fazer. Sobre este tema, encontrei uma excelente e provocadora entrevista de Lee Cowan com Sunni Brown e Morley Safer.

Rabiscos ou garatujas

O empregado que rabisca em reuniões do escritório está desatento à mesa ou as suas responsabilidades? Ou ele (ou ela) está realmente exercendo algo que poderia ser chamado de garatuja diligente? É a questão desta manhã para o nosso Lee Cowan:
Quantos de nós , quando deixamos nossas mentes à deriva, descobrimos que nossos lápis derivam junto com ela? Para o rabiscador, a tela pode ser qualquer coisa - um guardanapo, uma margem, um envelope descartado. No entanto, por sua presença marcante, o rabisco parece ser o equivalente artístico de Rodney Dangerfield (cômico)- só que não recebe respeito nenhum. Mesmo o Dicionário de Inglês Oxford reduz a garatuja (ou rabisco) a “um desenho feito displicentemente”. O menino que rabisca chateado diz: “Sunni Brown, eu não gosto da definição; eu não estou satisfeito com a definição”, o que está correto! O que há de errado com ela? (Cowan perguntou). "É totalmente imprecisa", disse Brown. "Não é uma representação exata do que está acontecendo quando rabisco.” Brown está convencida de que rabiscar não é uma atividade sem sentido, mas ao contrário, envolve a mente de uma forma que nos ajuda a pensar. Tanto assim que escreveu um manifesto chamado de "A Revolução do Rabisco”, que expõe o seu caso. "Eu quero virar toda a conversa e, realmente, reconhecer isso como uma ferramenta valiosa, como uma técnica valiosa.” _ O que, então, podemos fazer com isso?“. Para ela, desenhar o que ela chama de "garatujas" pode ajudar na resolução de problemas e na retenção da memória, através da criação de uma linguagem visual que, ela insiste, é mais poderosa do que a maioria das pessoas sabe.
"Eu já vi pessoas que abordam sérios desafios, e que, inevitavelmente, vão direto para o quadro branco ou direto para a parede e começam a mapeá-lo para ter uma conversa mais efetiva." E então você tem essa explicação visual para ajudar as pessoas a entender o que realmente está acontecendo.
Sua consultoria, com sede em Austin, SB Ink, agora oferece oficinas de garatujas. Seus clientes são grandes varejistas e empresas de mídia, que estão começando a adotar a atividade.
Mas ainda tem quem duvide dos rabiscadores. "Há céticos em todos os lugares; eu os encontro o tempo todo, e os amo, disse Brown. "Eles dizem todas as coisas habituais: “Oh, é uma perda de tempo, é coçar sem sentido. "Eles dizem que tudo o que você esperaria que dissessem quando não entenderam você ou quando subestimam alguma coisa."
Andrew Silton parou de subestimar o poder do rabisco depois ele percebeu que tinha feito parte de sua vida profissional. "Para mim, foi definitivamente algo mais", disse Stilton. "Na verdade, eu acho que foi muito importante."
Durante uma carreira que durou três décadas na gestão de ativos, Stilton acumulou grande quantidade de rabiscos, desenhados enquanto ele estava na verdade liderando importantes reuniões financeiras de todo o mundo . Quanto mais longas as reuniões, mais detalhados eram os rabiscos. "O que você acha que aconteceu? Você estava apenas entediado nas reuniões? "Perguntou Cowan . "Não. Eu penso que é realmente uma forma de me manter engajado nas reuniões", respondeu ele. "Eu suspeito que o que isto faz é manter-me livre de pensar em outras coisas."
Essa noção de que rabiscar pode abrir a porta para uma melhor concentração - vem recebendo a atenção de pesquisadores. Em um estudo publicado em 2009 na revista Applied Cognitive Psychology, o pesquisador Jackie Andrade falou com voz tediosa para um grupo de voluntários. Alguns foram convidados a rabiscar, enquanto outros simplesmente ouviram a mensagem. Acontece que os rabiscadores lembraram 29 por cento mais detalhes do que o grupo que não rabiscou. "Rabiscos foram grosseiramente estudados", disse o professor Jesse Prinz . "É uma das atividades mais negligenciadas do dia- a-dia."
Prinz ensina filosofia da mente, da Universidade da Cidade de Nova Iorque. Seu cabelo azul é como uma marca de sua obsessão com mentes que rabiscam. Ele desenha milhares deles, ao mesmo tempo em que deveria estar prestando atenção em outra coisa.
"Cada imagem que você vê aqui foi tirada durante uma palestra acadêmica", disse Prinz
Ele está tão convencido de que rabiscar o ajudou a lembrar-se melhor daquelas palestras que ele, na verdade, encoraja o mesmo em sua própria sala de aula.
"Então você quer que as crianças a rabisquem enquanto você está lecionando?" Perguntou Cowan . -"Com certeza!" disse Prinz. "Acho que devemos treinar as pessoas a rabiscar." A razão é simples: para sua mente, rabiscar não é apenas uma distração do tédio - pode realmente nos impedir de sonhar acordado e zonear a mente para fora completamente. "Pense no desenho sem sentido como uma maneira de eliminar todas essas coisas que o distraem, todos os assuntos sobre os quais que você remói, e joga-los para longe, abrindo este espaço onde a informação pode entrar”, disse Prinz . "Rabiscar é o ponto ideal de atenção."

De uma perspectiva um pouco mais próxima, Cowan virou-se para o artista local, Morley Safer de "60 Minutes". Ele diz que faz entre cinco e 10 garatujas diárias. Sua mesa é coberta com elas, do obscuro para o familiar. "Agora isto é puramente abstrato. Não me pergunte o que isto quer dizer! "Safer riu. "É uma espécie de desenho feito pela mente inconsciente, de certa maneira, é onde a mão assume."
"Será que servem a algum tipo de propósito para você ?" Perguntou Cowan . "É muito gratificante, obviamente", disse Safer. "Quero dizer, se fosse doloroso, eu não estaria fazendo isso." "Então o que você acha que faz alguém rabiscar e alguém simplesmente não rabiscar?" Perguntou Cowan .
"Eu acho que as pessoas maçantes NÃO Rabiscam! "Safer riu.  Houve um tempo, parece-me, quando rabiscos eram a prova em preto e branco a que o artista, geralmente envergonhado, realmente não estava prestando atenção. E enquanto todo mundo concorda que merece mais estudo, ele só pode sentir que rabiscar é uma janela para a clareza. "Talvez garatujas nos definam, certo?" disse Safer . "Isso nos diz quem somos ou quem não somos.”

Para mais informações:" A Revolução Doodle " por sunitas Brown
SB Ink , Austin, Texas Jesse Prinz , da Universidade da Cidade de Nova Iorque
" Doodles Presidenciais: dois séculos de rabiscos , riscos, rabiscos e garranchos do Salão Oval " pela revista Cabinet ( Basic Books )
© 2014 CBS Interactive Inc. Todos os direitos reservados .

OFICINAS DE GARATUJA NO ARTIFICIS. 

JANEIRO - Serão duas oficinas distintas, uma dia 09 outra dia 16,  quarta-feira, das 14:30h às 17:30h, com intervalo de 15 min para lanche.
VALOR - R$150,00/pessoa, para grupo de até 3 pessoas. Para grupo de 4 a 6 (máximo de vagas) R$130, (valores com material e lanche incluídos). 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

2019 CHEGANDO

Final do ano chegando, hora de pensar naqueles movimentos frenéticos de festas, amigos secretos, lembrancinhas e tudo isto que faz diminuírem as distâncias e renovar afetos. Proponho repensarmos nossas expectativas e suas relações com o valor monetário dessas trocas. Em tempos de consumo, quando aliamos felicidade ao valor da compra, esquecemos que o valor maior está em nossos afetos. Valorizar a arte de fazer com as próprias mãos é mais do que oferecer mimos que fogem ao massivo, é fugir do consumismo e dar oportunidade para que muitos artesãos e artistas possam fazer a sua parte com dignidade e cuidados. Agradeço à vida que me deu condições de criar e produzir alguns desses mimos alternativos e convido vocês para conhecerem um pouco da minha produção de calendários artesanais para 2019. Já estou recebendo encomendas para estes e outros modelos. Em breve publicarei novas imagens. 

CALENDÁRIOS DE DOIS OU TRÊS CUBOS



CALENDÁRIO POP UP

Mini livros de artista, colagens e desenhos
 


Imagens de 2013. Já em preparação os modelos de 2019
Calendários de (e com) bolsos, ideais para acrescentar lembretes.
 

domingo, 21 de outubro de 2018

Contando minha trajetória na arte.

    História de vida, longa e sinuosa, é sempre um tema escorregadio que percorremos cuidadosamente. Criança ativa, atenta a todas as mosquinhas e borboletas que cruzavam minhas brincadeiras e voavam pela sala de aula, desenhava antes de escrever. Um dia descobriram que eu já estava lendo e lá me fui para o primeiro ano. Não sei como aconteceu, porque continuei mais interessada nos insetos do que nos estudos. Horas sentada na terra, vendo a vida desenhada por formiguinhas atarefadas ou fazendo bolinhos de terra que as bonecas devoravam com o mesmo sorriso de louça. Bolinhas de gude, coloridas, brilhantes, faziam meus olhos sonharem com seu tilintar de jogo. Sempre ficava alguma esquecida na terra para compor meu tesouro. 
         Cresci brincando e escapulindo da vigilância rumo ao balanço, ao escorregador ou à liberdade de um pátio, na época, gigantesco! Uma árvore cuidava de mim com sua sombra fresca, a outra, com seus frutos e muitas outras com suas cores. Lápis na mão, sempre um rabisco no papel do pão ou no caderno escolar. E tome bronca pra não sujar o bendito caderno. Uma vez, desenhei num móvel com a ponta da tesoura. Não, não apanhei, mas a bronca e o castigo mostraram que era mais seguro desenhar no papel. A música chegou aos 7 anos de idade. Professora impaciente, piano só o dela. Mas já era o começo de uma grande parceria. 
         Veio a adolescência, colégio interno - que a vida tem suas surpresas - horários programados para todas as horas do dia. Sempre tinha um jeito de escapar e brincar mas, agora, pequenos períodos autorizados permitiam que desse corda à curiosidade em meio a livros da biblioteca da escola. Foi o começo de um amor eterno. Nosso despertar era às 6h e 20min, todos os dias, mas eu, curiosa, ficava na biblioteca até o último minuto permitido. O silêncio, o cheiro de livros empoeirados, as imagens de revistas geográficas, eram meus parceiros até as 23h. Oh tristeza quando avisavam para sair. O desenho? Este continuava presente. Desenhava tudo: árvores, personagens de desenho animado, mapas (os mapas eram feitos sempre duas ou  três vezes, uma pra mim e outras para as amigas que não sabiam fazer ou tinham preguiça). Desenho pronto e alguém pedia de presente. Sobrou apenas um. nem sei porque, mas que bom que sobrou. 
15 ANOS

       Depois veio a liberdade de andar pela cidade.  Fora do internato havia um mundo a ser descoberto. Minha amada cidade ainda era um Porto Alegre. Praças, parques, ruas, festas, um vizinho ilustre - Mário Quintana, e a vista o Hotel Magestic emoldurado pelo rio, preenchiam dias de juventude e sonhos. Segundo grau, o mundo para aprender, o desenho passou a ser utilitário. Latim, francês, inglês, português, história e muitas mais, preenchiam dias a meses. Finalmente, a universidade, formatura, casamento, filhos e a vida fluindo normal. Aqui abrevio essa narrativa num pulo para a volta ao desenho. Ele cobrava seu quinhão - o chamado era imperativo. 

Próxima etapa - COM O LÁPIS NA MÃO.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AMPLIANDO HORIZONTES

    Seguindo em frente com vontade de compartilhar experiências e momentos de crescimento e conquistas tendo como ferramenta processos artísticos desafiadores. Desafios são companheiros constantes da vida que podemos escolher se enfrentamos ou recuamos. Recuar não é uma opção quando queremos manter a vida vibrante e criativa. Senão surgirem os desafios, temos que inventá-los. Meu desafio do momento - ampliar espaço de ação. A convite de Márcia Rosa, iniciamos oficina de dobras e livros no confortável ateliê Studio Jardim, onde Márcia desenvolve atividades artísticas e culturais com o apoio de Viviane Monteavaro. Com programação intensa e localizado num ponto de fácil acesso, o Studio Jardim quer ser foco de cultura, artes e encontros criativos. Feliz com esta parceria, convido a todos para conferirem a programação do Studio, em sua página no facebook, "Studio Jardim".
     Minha primeira oficina tem como tema "A dobra como lugar que guarda". Vamos desenvolver um objeto tridimensional em papel, que propõe outra leitura do livro objeto. Nas fotos abaixo damos uma ideia dos movimentos que a leitura concêntrica propicia.



 Todas as imagens são do mesmo objeto. Embora pareça complicado, é de fácil execução, exigindo atenção e paciência para criar os desenhos. As dobras são marcadas numa fita de papel, com medidas que poderão ser alteradas, guardadas as proporções, para ajustar o libro objeto ao projeto pessoal.  





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O Silêncio do Encontro

                                                         O Silêncio do Encontro

A alma é silenciosa como a brisa
que mal desenha sobre o lago. 
Não perturbe! Silêncio!
Não há pressa no silêncio,
não há nada.
Segue em frente pisando leve,
Sente o ar. 
Sente o vazio.
Respira o nada, mergulha.
Só tua sombra te acompanha,
sem ruído, sem rumo.
Olha bem fundo 
no espelho d'água
e toca as nuvens;
sorri!
Hoje o silêncio 
virou tempo
tempo de se encontrar.
Jane M. Godoy B.







terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Quantas vezes, já deitado,
Mas sem sono, ainda acordado,
Me ponho a considerar
Que condão eu pediria, 
Se uma fada, um belo dia,
Me quisesse a mim fadar...

O que seria? Um tesouro?
Um reino? Um vestido de ouro?
Ou um leito de marfim?
Ou um palácio encantado,
Com seu lago prateado
E com pavões no jardim?
                             Antero de Quental



Os versos de Antero de Quental vibram de infância, de sonhos, de desejos. Sempre que encontro esses versos, em minhas anotações espalhadas por vários cadernos, sinto uma provocação, como se o poeta estivesse lendo meus pensamentos. Então pergunto a mim mesma, o que eu pediria? Nunca consigo responder, talvez porque, na verdade, já distante da infância, seja muito difícil encontrar essas respostas simples, sonhadoras, mágicas. Ou, quem sabe, eu já tenha recebido meu condão. Talvez a vida mesma seja meu condão. Quantas pessoas saberiam o que pedir à fada? Qual o teu sonho? Qual a tua resposta? 


terça-feira, 28 de novembro de 2017

artificis reciclando


 Ampliando atividades

Reciclagem é o processo de conversão de desperdício em materiais ou produtos de potencial utilidade. Este processo permite reduzir o consumo de matérias-primas, de utilização de energia e a poluição do ar e da água, ao reduzir também a necessidade de tratamento convencional de lixo e a emissão de gases do efeito estufa.[1][2] A reciclagem é um componente essencial da gestão de resíduos moderna e é o terceiro componente da hierarquia dos resíduos "reduzirreutilizar e reciclar". (Wikipedia)



Introdução (significado)

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificaram os benefícios que este procedimento traz para o planeta Terra.

Importância e vantagens da reciclagem 

A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar...

Outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, têm encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo. (https://www.suapesquisa.com/reciclagem/)


Vejo, com tristeza, que o planeta sofre cada vez mais os efeitos do uso de materiais não perecíveis, de matérias primas de difícil renovação e excesso de produtos supérfluos. Resolvi por mãos à obra e busquei uma forma de usar, nas minhas pesquisas sobre linguagens estéticas, materiais que são descartados aos milhares. Levei um pouco mais adiante a ideia e criei uma nova função para sobras de revistas e/ou sobras de desenhos. Transformando cores impressas em novas imagens, apliquei em pequenos e médios blocos de notas e agendas, que estão disponíveis para aquisição aqui no Artificis ou via remessa por correio. No destaque abaixo, algumas considerações sobre a importância de reciclar. Mais adiante, imagens dos resultados. Sendo uma pesquisa recente, limitei o número de blocos com a intenção de criar objetos únicos, por esta razão, nosso estoque é limitado. 



IMAGENS, VALORES E QUANTIDADES DISPONÍVEIS.


Na foto acima, os cinco tamanhos de bloco de notas, com ou sem capa dura.

As capas são resultado de colagens sobre cartão, estes também reciclados de embalagens ou sobras de material do ateliê.


Fotos que permitem avaliar o tamanho dos mini blocos 
Alguns são apenas blocos de notas, ideais para carregar na bolsa, outros são mini agendas, com páginas livres entre cada mês. A intenção foi dar espaço e liberdade para o jeito pessoal de cada usuário.



Fotos de cada tipo e tamanho com indicação das dimensões, quantidades disponíveis e preço.

Mini blocos, capa simples, 7 x 9 cm - R$15,00 - 9 unidades/com calendário

 



Mini blocos, capa dura, 7 x 10 cm - R$18,00 - 3 unidades/com calendário



Blocos simples, pautados, 8 x 10 cm - R$12,00 - 5 unidades



Bloco capa simples, 7 x 11 cm - R$18,00 - 11 unidades com calendário




Bloco, capa dura, 11 x 15 cm - R$20,00 - 6 unidades, com calendário





Outros modelos em diversos formatos

Pasta A5, com bloco - R$20,00 - uma unidade
Bloco de notas e agenda, com caixa - R$30,00 - uma unidade
Agenda A5, folhas coloridas - R$20,00

Obrigada por acessar o blog do Artificis. Marque atendimento pelos telefones 
51 3331-6410 ou 51 8421-8726. Volte sempre. 


LIVRO DE ARTISTA - UMA NOVA ABORDAGEM EM ARTETERAPIA


"Espero que
vocês saiam e deixem que as histórias lhes aconteçam, que vocês as elaborem,
que as reguem com seu sangue, suas lágrimas e seu riso até que elas floresçam,
até que você mesma esteja em flor. Então, você será capaz de ver os bálsamos
que elas criam, bem como onde e quando aplicá-los. Esta é a missão, a única
missão."
Clarissa Pínkola Estés - Mulheres que
Correm com os Lobos


LIVRO
DE ARTISTA COMO INSTRUMENTO CRIATIVO
Jane
Maria Godoy B. - 2012


As possibilidades do Livro de
Artista vão além do simples registro de imagens e textos. Seu processo criativo
possibilita trilhar caminhos para a auto-reflexão através da imagem e da
escrita. Conduz seu autor por caminhos inexplorados de sua personalidade,
constituindo-se num precioso instrumento no caminho do autoconhecimento,
contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional. Sua abrangência formal
permite o uso do desenho em todas as suas formas, da colagem, da monotipia, de dobraduras
(origame) e recortes; enfim, tudo o que a imaginação alcançar.
Definir Livro de Artista é uma
tarefa difícil. Suas características de liberdade criativa tornam o LA uma
expressão de arte abrangente – participa
de qualquer possível convenção, de qualquer moda, qualquer modo de produção, assumindo
qualquer forma, qualquer grau de fugacidade ou durabilidade arquivista. Não
existem critérios específicos para defini-lo, mas muitos critérios para definir
o que “não é”.
Longe de desmerecer esta arte, a
dificuldade de defini-la indica sua riqueza como forma expressiva. É uma forma
singular, e abrangente ao mesmo tempo. Criar um livro é lembrar, brincar, registrar
e mostrar; envolvendo selecionar, interpretar e reformar elementos da
experiência pessoal e coletiva e constituindo-se, por isto, num processo que é
ao mesmo tempo, lúdico e profundo, individual e social. Sua tendência natural
de integrar muitas formas de arte conduz à busca de uma linguagem universal,
mágica, capaz de ser compreendida por qualquer pessoa de qualquer cultura, e
todos os lugares do mundo.



“O
livro é um volume no espaço. Livro é uma sequência de espaços (planos) em que
cada espaço é percebido como um momento diferente. O livro é, portanto, uma
sequência de momentos... O texto verbal contido num livro ignora o fato de que
o livro é uma estrutura autônoma espaço-temporal em sequência. Uma série de
textos, poemas ou outros signos, distribuídos através do livro, seguindo uma ordem
particular e sequencial, revela a natureza do livro como estrutura
espaço-temporal. Esta disposição revela a sequência mas não a incorpora, não a
assimila. “ O livro é signo, é linguagem espaço-temporal (Júlio
Plaza)